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Diabetes e Alzheimer: uma relação assustadora

Diabetes e Alzheimer: uma relação assustadora

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis pelo grande aumento da morbi mortalidade de pacientes de todas as idades e de ambos os sexos. O grande problema dessas condições é que, em algumas situações, quando seus quadros clínicos agravam, elas podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de outras doenças igualmente crônicas, piorando a qualidade de vida do indivíduo.

Duas dessas doenças que tem desenvolvimento relacionado são a Diabetes e o Alzheimer. Mas o que causa a assustadora relação entre elas?

O que é Diabetes?

A Diabetes é uma doença crônica não transmissível que pode ter causa genética ou pode ser desenvolvida pela manutenção de hábitos alimentares e de vida irregulares. Seu principal sintoma é a elevação de glicose no sangue, causada por uma incapacidade do hormônio insulina em processá-la (seja por uma resistência insulínica ou pela falta de produção da mesma) ou por um consumo excessivo de alimentos, que eleva a glicose a níveis que o organismo não consegue processar.

Dentre suas várias consequências, como problemas cardiovasculares, de circulação e de qualidade de vida, a relação com a doença de Alzheimer é que vem assustando médicos e pacientes.

O que é Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença degenerativa que atinge o tecido cerebral, provocando sintomas relacionados a quadros de demência e perda das funções cognitivas de acordo com seu avanço.

Essa doença pode ser desenvolvida por conta de uma carga genética, como também ser consequência de vários fatores acumulados ao longo da vida, que tornam uma pessoa com pré-disposição para essa condição uma vítima da condição.

Muito comum em idosos, por conta da degeneração celular, o Alzheimer também é uma doença que pode ser diagnosticada em pessoas mais jovens, porém em escala muito menor.

Qual a relação entre as duas doenças?

Um estudo publicado pelo Journal Neurology, que avaliou mais de 700 pessoas por mais de 11 anos, afirmou que existe um risco de quase 200% de desenvolvimento de algum tipo de demência em pacientes com diabetes não controlada.

Os altos níveis de glicose fazem com que a insulina também se mantenha em alta no sangue, ativando um gene que pode levar ao desenvolvimento do Alzheimer. Acredita-se também que a própria insulina possa provocar algum efeito negativo nas células cerebrais, favorecendo sua degeneração precoce ou mais acelerada.

O controle da diabetes e dos altos níveis de glicose e insulina no sangue (especialmente para os pacientes com diabetes tipo 1, que é insulino-dependente) são primordiais para garantir a qualidade de vida desses pacientes. Esse controle, naturalmente, minimiza os riscos de desenvolvimento de quadros indesejados de Alzheimer no futuro.

Para isso, um acompanhamento médico sério é essencial. Que tal marcar uma consulta com nossos especialistas?